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Praxes

por Patrícia Sofia Ferreira, em 30.01.14

Irrita-me tanto ver pessoas criticar algo que nunca fizeram. Estou a falar, mais concretamente, das praxes – o assunto que está na berra, ultimamente, e que já devemos estar todos cansados de ouvir. Claro que respeito a opinião das pessoas que não gostam destas “atrocidades”. Todavia, fico revoltada quando pessoas, que nunca viveram verdadeiramente o espírito da praxe, as criticam. Muitas delas nem nunca foram praxadas nem assistiram a praxar e adquirem as suas opiniões através de meios, como a televisão e jornais, que apenas dão valor aos aspetos maus da praxe. As partes boas nunca são notícia.

Óbvio que também não concordo com algumas barbaridades, comportamentos abusivos e violentos. Para isso é que existe a palavra "não", que pode - e deve - ser usada quando algo vai contra os princípios de uma pessoa.  Tem de se saber dizer não!

Eu não fiz praxe no 1º ano da minha licenciatura (expliquei tudo neste post), algo que gostaria de ter feito até ouvir opiniões menos boas. No entanto, no princípio deste ano letivo, por incentivo de algumas colegas que tinham feito praxe no ano passado, decidi também fazer. No começo não estava a gostar muito, era muito cansativo e não tinha tempo para mais nada, mas decidi continuar - se tinha começado tinha de levar até ao fim, afinal, era apenas 1 mês. No final, não me arrependi nada. Conheci pessoas fantásticas, que, de outro modo, teria sido mais difícil. Apenas penso que se tivesse feito com os do meu ano teria sido muito melhor, disso não tenho dúvidas.

Para quem vai entrar na universidade, brevemente, recomendo a experimentarem. Se não gostarem, parem. Não perdem nada. Se não começarem não saberão se irão gostar. Não se guiem pelo que os outros dizem. Eu fi-lo e quase me arrependia.

Acredito que muita gente não concorde com a minha opinião, o que é normal. Mas tentem não julgar o "livro pela capa"...

O que vocês acham sobre este assunto?

Aconselho-vos a ver estes vídeos. Estão muito bons.

publicado às 00:00


1 comentário

De Maria a 31.01.2014 às 16:54

Oh pois, este é daqueles assuntos académicos que dão pano para mangas (e milhões de mangas). Todos os inícios de anos lectivos é a mesma história, desta vez é que a discussão ganhou mais visibilidade por causa do que aconteceu na praia do Meco (que é sem dúvida ao a lamentar, mas que penso que ainda tem muitas pontas soltas).

Eu não fui às praxes e, honestamente, para serem como são no meu curso, até fiz bem. Sei que não estive lá, mas tenho vindo a assistir às mesmas desde o primeiro ano. Não é que seja contra praxes, porque não sou, por mim façam o que querem da vida que já temos todos idade para fazermos as nossas próprias decisões; eu só não concordo é com algumas atitudes. Eu nem comento muito dos "jogos" que fazem com os caloiros e isso, mas sim o modo como os "doutores" ou "veteranos" tratam os caloiros (e falo em relação às praxes do meu curso, porque são as únicas que conheço). No meu caso, eles são exactamente aquele tipo de pessoa que me faz muita "comichão": é aquele tipo de pessoa que pensa que está num pedestal como se fosse uma estátua grega ou romana, que pensa que é mais e que sabe mais do que o resto da população e que, sobretudo, trata as pessoas abaixo de cão. E eu sei isto não só pelo que vi deles em praxes, mas pelo que vi deles nas aulas (que, peço desculpa, mas foram infelizmente muitas em comum). É péssimo e criam mau ambiente. As praxes do meu curso são, mais ou menos, em comum com a de outros dois cursos e, no final da primeira semana, 98% dos alunos desistem simplesmente.

No entanto, este é apenas um caso por isso não compreendo como é que toda a gente generaliza a sua opinião. Eu acho que dizes bem que devemos experimentar. Ali ninguém é obrigado a fazer a praxe até ao fim, por isso pode-se desistir quando bem se quer. O problema desta discussão é que é mais fácil dar visibilidade ao que de mau acontece (que é disso que vivem os meios sociais), do que ao de bom acontece (que se calhar é mais comum). Enfim. Eu tenho amigos que dizem super bem das praxes das faculdades/universidades deles, por isso acredito que ainda há por aí muitos casos de integração académica (embora eu acredite que não é absolutamente necessário as praxes para tal).

R.: compreendo-te. Eu apesar de dizer todos os semestres que ele irá ser diferente, acabo por deixar sempre qualquer coisa para a última hora. É certo que até trabalho bem com pressão e tenho-me saído sempre bem, mas é toda aquela coisa de este stress a mais não ser nada necessário. O melhor é começar a tentar organizar tudo a 100% logo desde o início, porque começar só a meio do semestre é muito mais complicado. O meu semestre correu bem mas ainda não sei as minhas notas finais - este é sempre o meu dilema; os profs. levam demasiado tempo a dar as notas. Se as minhas notas finais não forem muito diferentes das notas que obtive nos testes que fiz ao longo do semestre, a minha nota mais baixa deverá ser um 16. A mim só me falta mais o próximo semestre, por isso vai ser "dar o tudo ou nada" nos próximos meses.

Boa sorte para o próximo semestre :)
Beijinhos!

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